Freakonomics, cujo título em português seria algo como Esquisitoconomia (ainda bem que mantiveram o título original) é um livro bem interessante. Não que dê pra levar ao pé da letra todas as teorias, mas é bom pra lembrar a gente que as coisas não são como parecem.
Freakonomics foi escrito por um economista que detesta as teorias econômicas e um jornalista (que eu imagino seja quem pôs ordem na baderna). O foco do livro é propor teorias que explicam como as coisas funcionam, de um ponto de vista diferente do costumeiro.
O primeiro capítulo trata da teoria mais polêmica do livro: Que o aborto legalizado diminui a criminalidade. Na introdução do capítulo, ele nos informa das taxas alarmantes de criminalidade nos EUA nos anos 90, como todos os especialistas diziam que a situação só iria piorar, e como de uma hora pra outra a criminalidade caiu absurdamente. Enquanto todos os especialistas atribuem essa queda a ações sociais e econômicas, os autores propõe que a queda da criminalidade foi devida à legalização do aborto em vários estados americanos. A idéia é que as crianças indesejadas, filhas de mães pobres e, muitas vezes, solteiras, que não queriam ou não podiam cuidar apropriadamente dos filhos, iriam crescer para se tornar criminosos.
Em resumo, como essas crianças não nasceram, elas não cresceram para se tornarem criminosas.
Não vou entrar no mérito se a análise dos autores está certa ou errada, mas é um bom exemplo de como olhar para uma situação por um ângulo diferente pode dar um entendimento diferente de uma situação.
Esse é o mérito do livro, fazer o leitor olhar para as coisas de um ponto de vista diferente. Algumas das questões propostas são: O que é mais perigoso, uma arma ou uma piscina? Se o tráfico de drogas é tão lucrativo, porque muitos traficantes ainda moram com as mães? E Os corretores de imóveis realmente conseguem para os clientes as melhores ofertas?
Uma das coisas que o livro mostra é que não podemos aceitar cegamente as informações que recebemos, seja da imprensa, dos governos, da estatística ou do que for. Os mesmos dados podem ser interpretados de formas diferentes, dependendo do que queremos provar.
Se o livro tem um mérito, é esse, ajudar o leitor a pensar fora da caixa.
Antes de mais nada, é bom explicar como funcionam as obras em domínio público. Após algum tempo da morte do autor de uma obra literária, 50 anos pelas 

Em Agosto de 1997 (ou seja, na Idade Média), a revista Superinteressante (que na época ainda merecia ser lida) publicou uma matéria sobre o livro eletrônico, que me deixou maravilhado. Ter todos os meus livros guardados em um cartão de memória e poder lê-los todos em um aparelho que imitava um livro? Isso era bom demais. Hoje, praticamente 13 anos depois, estamos testemunhando os primeiros passos do livro eletrônico no mundo real.